terça-feira, 8 de setembro de 2009

Poesia no Banheiro

Maxim Repetto


Defendo que sejam construídas prateleiras especiais para os banheiros!
que tenham espaço para livros de poesia, junto ao rolo de papel higienico,
assim os mijões e cagões podem ler versos aromáticos
enquanto liberam toxinas para o mundo!
Declamações poéticas para as floras e faunas bacterianas...


Assim os livros de poesia não precisam de mais atenção
do que demora um navio a cair no vaso,
nem mais concentração do que a força para expeler o indesejado,
e nem mais gramática da que brota de nossas bocas puras enquanto empuxamos,
e assim, a eternidade de um verso,
pode em míseros segundos
encontrar a gloria
ao ser arrastado pelo redemoinho poético da descarga hipnotizadora.